terça-feira, 8 de abril de 2008
Varejo 2.0
Leiam o texto abaixo do Ricardo Jordão do www.bizrevolution.com.br, onde ele procura sempre lançar idéias "revolucionárias" para o mundo dos negócios que ele chama de QUEBRA TUDO. A idéia do inovar constantemente para sempre estar na frente...Após lerem, façam um breve comentário...
Varejo 2.0
"Eu sou o pior vendedor do mundo, por isso, eu tenho que tornar fácil para as pessoas fazerem negócios comigo", F.W. Woolworth, 1872.
Querida(o) Amiga(o),
Em 1879 F.W. Woolworth lançou a prática de comprar produtos direto de fabricantes e fixar os preços na prateleira de uma loja. Até então as lojas no varejo precificavam os produtos de acordo com a cara do freguês. Não existia essa coisa de etiqueta de preço na prateleira. Woolworth também foi o inventor da prática de deixar o cliente mexer nos produtos. Antes dele todos os produtos ficavam atrás do balcão.
Em 1888, enquanto o tráfico de escravos negros era o comércio mais popular do Brasil e criatividade passada longe da terra brasilis, a Sears criava a primeira operação de vendas por catálogo do planeta. Por volta de 1895, o catálogo da Sears tinha 532 páginas incluindo bicicletas, carros, máquinas de costura e artigos esportivos. O faturamento da Sears na época superava 1 bilhão de dólares.
Em 1902, J.C. Penney abriu uma loja chamada Golden Rule. Como diferenciais Penney ofereceu funcionários treinados, educados e gentis, política de satisfação garantida ou seu dinheiro de volta e produtos de qualidade. Tudo que hoje se espera de um varejista decente. Até então a política dos varejistas era de amedrontar os clientes com coisas do tipo "Aproveite já! Vai acabar!! Você vai ter coragem de ficar de fora da promoção? Não sei se teremos uma nova promoção com esse produto! Inclusive é melhor levar dois para se garantir!". Ao abraçar a Regra de Ouro "Faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você", J.C. Penney mudou para sempre a cara do varejo mundial. A partir dali todo mundo teve que ser no mínimo educado com os clientes.
Em 1927, a 7-Eleven inventou o conceito de loja de conveniência. Eles foram os primeiros a abrir das 7 da manhã às 11 da noite, um conceito totalmente revolucionário para a época.
Em 1948, Eugene Ferkauf abriu a sua primeira E.J. Korvette, a primeira loja de varejo com programa de fidelidade e clube de compras do mundo.
Em 1977, a Victoria Secret envelopou a venda de lingeries com uma temática fashion que mudou para sempre a venda de commodities. A Starbucks e Netflix entenderam bem o recado.
Em 1962, Sam Walton abriu a primeira loja do Wal-Mart nos EUA nas cidades onde ninguém queria fazer negócios. A Wal-Mart é provavelmente a mais pioneira e arrojada empresa de varejo no uso de tecnologia para gestão dos negócios. Eles estão anos luz à frente de qualquer fabricante de tecnologia.
Em 1994, Jeff Bezos foi um dos primeiros a perceber o potencial da internet para vender. Ele fundou a Amazon.com, a mais fantástica loja de comércio eletrônico do mundo: 14 bilhões de faturamento e meio bilhão em lucros em 2007. Entretanto, o primeiro plano de negócios da empresa tinha algo de muito diferente: "Não teremos lucro nos primeiros cinco anos". Dito e feito, o investimento maciço feito em comunicação, tecnologia e pessoas nos primeiros anos de operação está voltando para os cofres da empresa.
O varejo sempre existiu. África, China, Iraque, Egito, Pérsia, Jerusalém, o ser humano sempre se organizou ao redor de mercados. Compra e venda, troca e permuta, peixeira e porrada. A reinvenção do varejo não é algo novo. Os primeiros rabiscos contábeis sobre compra e venda de alguma coisa surgiram com a escrita há 5 mil anos. Antes do ser humano colocar poesias no papel, ele escreveu recibos de compra de escravos e venda de sacos de arroz.
Comércio é básico. Nunca foi o sonho de nenhuma mãe para o seu filho. A abertura de uma barraca para comprar e vender coisas nunca foi considerada uma atividade nobre. Moleque que se preza vira engenheiro, industrial, banqueiro, médico, advogado, analista de sistemas. Vendedor não, vendedor dono de comércio, pior ainda. Pois dançou quem pensava assim. As pessoas mais bem sucedidas do mundo são varejistas.
Nesse momento milhares de esposas estão dizendo aos seus maridos, "Benzinho, eu tô indo no Wal-Mart", "Benzinho, eu tô indo no Carrefour", "Amor, vamos à FNAC nesse final de semana?", "Querida, vamos ao Shopping Center Norte comprar o presente da mamãe?". Ninguém está dizendo "Querida, vamos ao supermercado?", ou pior, "Maridão, o que será que a Nestlé tem de novidade no Pão de Açúcar?" ou "Esposa, eu vou entrar agora no Submarino para ver o que a Warner Bros está lançando.".
De repente, se tornar executivo da Livraria Cultura, Ikea, Shopping Iguatemi, Wal-Mart, Pão de Açúcar, Submarino, Americanas, Leroy Merlin, Zara, Martins, virou sonho da mamãe.
Mas varejo é básico. Tão básico que existem hoje milhares de lojas de sapato, milhares de lojas de computador, milhares de lojas de livros, milhares de lojas de pneu, milhares de lojas de sanduiches ao lado da sua.
Mas por pouco tempo. Varejo foi, é, será, sobre inovação, pelo menos durante a nossa geração. Levou 5 mil anos para o varejo se mexer. Agora parece que o varejo quer tirar o atraso. Varejo 1.0, 5 mil anos atrás até a aplicação da regra "Trate os outros como você gostaria de ser tratado"; Varejo 2.0, da aplicação da regra até a massificação tecnológica, cerebral e moral desse princípio.
Eu entendo que a grande maioria dos comerciantes do Brasil passa por uma tremenda dificuldade em encontrar um modelo de negócios que os torne relevantes. Pois bem. Prepare-se. Lá vai uma série de modelos. Escolha um deles e transforme em realidade.
Clube de Compras. Parece contraditório, mas feche a sua loja para o povo. Abra para poucos. Só entra quem tiver carteirinha. Só entra quem tiver um determinado perfil. Só entra quem estiver comprometido com os valores da empresa. Vigie-se para conhecer absolutamente todos os seus clientes, um-a-um. Esse modelo funciona para qualquer negócio. Clube de Compras de pastel, carne, pneu, roupas, informática, serviços, simplesmente qualquer coisa. Exemplos bem-sucedidos: butiques de bairro, clubes recreativos, academias de ginástica.
Venda Artesanal. Ajude o seu cliente a receber um produto feito para atender as necessidades dele e não de toda a torcida do Corinthians. O artesanato é o tipo de produção mais antiga do mundo. Tudo é feito manualmente, um-a-um. A Dell trouxe o conceito para o século 20. A Nau, com a suas lojas show-room, está levando o conceito para o século 21. A fabricação só começa depois que o cliente compra. O cliente inclusive ganha 10% de desconto para não sair da loja com o produto na sacola. Esse modelo anda de braços dados com o meio ambiente. Tem tudo a ver com a moçada de hoje.
Tudo para casa. Eu não acredito que uma pessoa consiga ser feliz profissionalmente se não for feliz em casa. Existem milhares de lojas de colchão, mas alguma loja já demonstrou que se importa com o seu sono? Como uma loja de colchão poderia demonstrar esse tesão por você? Oferecendo palestras sobre como ter uma boa noite de sono com especialistas da área. Linha branca, linha marrom, móveis, iluminação, decoração, alimentação, todos os varejistas que vendem alguma coisa para as nossas casas têm a oportunidade de ajudar as pessoas a ter uma vida melhor em suas casas. Quem está fazendo isso? Quem se importa?
Educação é uma responsabilidade do varejo 2.0. Você já viu a General Motors oferecer aulas sobre como dirigir? Você já viu a Microsoft dando aula grátis sobre como mexer no seu computador? Você já fez algum curso da HP sobre impressão de documentos? A Samsung já te ensinou a cuidar do seu monitor? Talvez você tenha ganho um curso grátis oferecido pela Nokia sobre como mexer no celular deles? Não? Pois é. Educação é uma responsabilidade do varejo. Os engenheiros das fábricas não vão fazer nada a respeito. E mesmo que façam, onde você fará o curso deles?
A sua loja cabe no meu bolso. A loja virtual de qualquer rede de lojas físicas será a principal loja da rede até 2010. Tanto em volume de vendas como lucratividade, número de clientes como ticket médio, amplitude do mix de produto e alcance de mercado. Ninguém mais é obrigado a fazer negócios com o único revendedor autorizado de beterraba da sua região. Hoje as pessoas podem fazer escolhas apesar da existência de algumas regras impostas pelos governos e grandes empresas. O mercado está mais livre do que nunca.
O grande número de lojas de informática no bairro de Moema em São Paulo não são o suficiente para segurar os compradores da região. 78% das compras de computadores feitas pelos moradores do bairro de Moema em São Paulo foram feitos fora do bairro de Moema.
A propósito, o que caracteriza um mercado?
Liberdade de escolha, participação voluntária do comprador e vendedor, possibilidade de qualquer uma das partes desistir do negócio a qualquer momento, independência total de cada um dos participantes no negócio, ninguém tem rabo preso com ninguém, ninguém diz para o cliente como deve usar os seus próprios recursos.
Varejo 2.0 é sobre liberdade de escolhas. Não existe mais retrocesso nesse sentido. Você tem que vender pela internet. O mais rápido possível. O mercado está em movimento. Localização não faz mais tanto sentido como antes. O varejo está no bolso de todas as pessoas que tem um smartphone. Eu já comprei livros, revistas, DVDs, ingressos, passagens de avião, reservas em restaurantes e hotéis com o meu iPhone. E Você?
Walmartlândia. Eles serão os maiores do mundo, quase tudo estará a venda dentro de um Wal-Mart ou Sam's Club. Eles têm todo o dinheiro, poder e influência para subir ou baixar o preço do saco de feijão quando e onde quiserem. Não se engane, todos os grandes varejistas do mundo serão ainda maiores. Mas, o mundo continuará a crescer vertiginosamente, a criação de riqueza vai trazer para o jogo 4 bilhões de novos consumidores, milhares de nichos de mercado serão criados. Organização nenhuma será tão rápida quanto o indivíduo.
Venda automatizada. Se você viajou de avião recentemente deve ter notado que a Tam colocou alguns robozinhos para fazer o check-in. Você só tem que despachar a mala. A Tal da Pizza em São Paulo ficou famosa em toda a cidade por deixar o cliente preparar a pizza como ele quer. Nem prato os caras oferecem. É tudo na pedra.
A loja da Apple nos EUA eliminou o check out de vez. O próprio vendedor que te atende fecha o pedido em qualquer lugar da loja com a sua maquineta eletrônica faz tudo. Depois ele mesmo pega o produto do estoque e entrega a você.
Quando a tecnologia RFID estiver em uso, o Wal-Mart não vai precisar de atendentes no check-out. Todas as compras que estão no seu carrinho serão reconhecidas simultaneamente pela rede da loja. Você não precisará retirar nada do carrinho. Se você já estiver na onda de usar as suas próprias sacolas ao invés das tradicionais sacolas de plástico que detonam a natureza, o produto vai migrar da prateleira da loja direto para a dispensa da sua casa.
Marca Própria. Essa história de vender produtos dos outros é conversa de gente preguiçosa. Não interessa se o comércio está no seu sangue. Por que não fabricar um produto próprio e colocar para vender na sua loja? O que te impede de desafiar a Nike em calçados esportivos ou a HP em computadores? Simplesmente nada. Varejo 2.0 oferece produtos de marca própria e não apenas as marcas comuns que nós encontramos em todos os lugares. Mês passado eu entrei na Decathlon para comprar um tênis da Reebok, e saí com um tênis da marca própria da loja tão bom ou melhor que o Reebok que eu estava procurando.
Hardware por assinatura. Carro a gasolina é o grande vilão do momento. Custa caro e prejudica o ar que respiramos. E se você pudesse comprar uma assinatura mensal que te permitisse usar o carro somente quando precisasse ao invés de deixá-lo mofando na garagem? Imagine pagar 50 dólares por mês para ter um carro X para levar os filhos na escola durante a semana, e um carro Y para viajar para a praia aos finais de semana? Você poderia ter um carro para o verão, outro para o inverno, e mais um para a primavera. Tudo no mesmo ano. Por que não?
Toda mulher gosta de bolsas. E se a menina pudesse pagar 50 reais por mês para usar o último lançamento da Prada na balada do final de semana e depois devolver? A cliente entra no web site, seleciona a bolsa que deseja usar, paga uma mensalidade, fica com a bolsa o tempo que quiser. Quando estiver pronta para devolver, a menina entra no web site, devolve a bolsa e pega outra.
Tudo isso já existe.
Eu poderia ficar aqui escrevendo a noite inteira sobre todos os modelos de Varejo 2.0 que "ainda" são inovadores. O Varejo está bombando! Quem vende produtos amarrados com serviços nas lojas físicas que tem por aí? Praticamente ninguém! Quem vende serviços pela internet? Ninguém! Quem vende hardware por assinatura via internet de uma maneira "jovem"? Ninguém!
Se você é varejista, faça um upgrade no seu negócio imediatamente. Varejo 2.0 na cabeça!
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!
QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?
segunda-feira, 7 de abril de 2008
O impacto do "boca-a-boca" medido
A Jackie Huba do blog Church of the customer publicou um post muito interessante sobre um estudo recém realizado sobre o impacto do marketing "boca-a-boca". O estudo foi feito com base no mercado de computadores para o consumidor final.
A figura acima mostra quanto um cliente "promotor" da marca (primeira coluna a esquerda) gasta e quanto ele gera de receitas adicionais através de suas indicações a amigos e conhecidos. O número mostra que um evangelista desses gera quase 50% a mais da receita que ele mesmo gerou.
Já o cliente que fala mal de sua experiência (última coluna a direita) gera uma receita menor e acaba causando uma perda de receita quase idêntica à que ele gerou, ou seja, zera o seu valor como cliente.
O que fazer com essa informação?
A dica da Jackie Huba é tentar ouvir muito bem o que os seus clientes estão falando sobre você. Esses clientes que se expressam (para o bem ou para o mal) são o melhor indicador dos seus resultados futuros. Se você quiser ter alguma chance de tomar atitudes para reverter um possível quadro negativo é bom começar entendendo o que está sendo falado por aí.
Se estiver muito dificil para conseguir ouvir seus clientes com as ferramentas atualmente disponíveis, aguarde só mais um pouco. Já já haverá novidades para te ajudar com isso...
E aí, o que vocês acham disso tudo?
Dólar, juros, bolsa, crescimento. O futuro por um dos poucos que sabe prevê-lo.
Pessoal,
Abaixo, um post do Daniel Heise, empreendedor serial, que fala sobre economia, uma variável que iremos discutir quando falarmos sobre Planejamento Estratégico. Porém, aproveitem e façam seus comentários sobre as idéias do Gustavo Franco e como vocês vêem o impacto dessa crise nos EUA na economia brasileira. Podem usar fontes da internet para corroborar suas idéias.
Hoje tive a oportunidade de mais uma vez ouvir o Gustavo Franco falar sobre os itens do título desse post. Foi num almoço organizado pela Câmara Brasil Israel de comércio e indústria. Tenho uma já confessa aversão por gurus, mas com relação a economia admito que nunca ouvi alguém que conheça mais do que esse ex-presidente do Banco Central. Aliás para quem gosta realmente do assunto e gostaria de conhecer sobre o "backstage" de toda a concepção e execução do plano real até 2002, sem a fumaça que o petismo lançou, vale muito a pena ler o livro 3.000 dias no bunker do Guilherme Fiuza (o mesmo que escreveu Meu nome não é Johnny). Foi o Alexandre da P2D quem me presenteou com um exemplar.
Voltando ao foco, gostaria de dividir aqui os principais pontos da palestra do Gustavo Franco porque acho que todo empreendedor só tem a ganhar entendendo um pouco mais sobre a nossa economia e o que está acontecendo lá fora.
Sobre a crise financeira americana ele fez uma longa explanação que pode ser grossamente resumida em: a falta de regulamentação sobre os hedge funds e sobre as operações estruturadas (formas não ortodoxas de se emprestar dinheiro) causou a crise que deve sugar algo como um a dois trilhões de dólares de riqueza diretamente das famílias americanas através da depreciação do valor de seus imóveis (para vocês terem uma ideía esse número é equivalente a todo o PIB brasileiro). Além dessa tungada o prejuízo nos bancos deve chegar a algo perto de US$350 bilhões (com esse valor dava para comprar a Petrobrás, a Vale, o Bradesco, o Itaú e ainda sobrava um troco).
A grande questão que todos se preocupam é qual o efeito dessa crise para nós aqui no Brasil. Se dependermos da visão dele, sairemos bem. O contágio deve ser pequeno desde que a crise por lá não tome proporções ainda maiores.
Isso se deve ao fato de não dependermos tanto da economia americana, somente 16% das exportações do Brasil vão para lá. Hoje a Europa, China, Índia e Rússia são polos de crescimento que seguram a queda dos americanos.
Outra pergunta importante é se o que está acontecendo lá pode vir a acontecer aqui, já que estamos todos vendo a expansão do crédito no Brasil. Alguns números mostram o tamanho da diferença: nos EUA o volume de crédito é equivalente a 250% do PIB deles, a Espanha é menos alavancada com 150% do PIB. Qual o nosso? 35% do PIB, ou seja, tem muito espaço para crescimento do crédito aqui no Brasil, especialmente o imobiliário (2% do PIB no Brasil contra 40% na Espanha e 70% nos EUA).
E o nosso crescimento? Tão importante para o empreendedorismo deslanchar de vez. Segundo ele o principal entrave para o nosso crescimento é a taxa de investimento brasileira. Mesmo tendo subido bem nos últimos anos ainda temos um investimento de tímidos 19% do nosso PIB enquanto que na China que cresce 10% ao ano esse número é de 40%. Foi bom ouvir que dos nossos 19%, 18% são da iniciativa privada e apenas 1% é do governo. Se o Brasil quiser crescer de verdade e se tornar um país desenvolvido teria que subir essa taxa de 19% para algo perto de 26%. Para explicar melhor esses números ele fez uma analogia interessante para as empresas. Hoje, na média, as empresas brasileiras investem cerca de 6% do seu faturamento ou a metade dos seus lucros. Para nos desenvolvermos temos que investir pelo menos 10% do faturamento e para isso é preciso se alavancar (obter recursos com bancos, investidores ou na bolsa)
Nessa hora alguns vão dizer "E o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) do Lula? Bem esse aí é só mais um engodo. Se tudo o que o governo anunciou sobre o PAC fosse verdade a contribuição dele iria de 1,0% (dos 19% que temos) para 1,5%. Faz me rir!
Isso mostra que o caminho para o Brasil se desenvolver está nas mãos dos empreendedores, o governo tem que criar condições e não atrapalhar, só isso. Os empreendedores tem que ganhar confiança no ambiente e assumir um risco maior com mais investimento.
E os juros como ficam? Sem a queda deles fica dificil alguém querer pegar mais dinheiro para investir. A palavra que o Gustavo Franco colocou para os juros foi "convergência". Nossos juros deveriam ser iguais (ou convergir para) a soma dos juros americanos (hoje=2,25%) mais o risco brasil (hoje=2,5%) isso não chega a 6%! Por que não está baixo assim? Porque o governo gasta tudo o que arrecada (que não é pouco) com custeio da máquina (os famosos servidores públicos) e com os programas sociais. Não sobra nada para investir.
No dia que alguém assumir o governo e enxugar a gastança, os juros vão cair para esse patamar e nós vamos assistir a uma das maiores gerações de riqueza nesse país. Algo semelhante ao que aconteceu entre 1995 e 2007. Em 95 alguém que tivesse US$85 bi de dólares poderia comprar todas, 100%!, das empresas do Bovespa. Hoje esse mesmo alguém precisaria de US$1,0 trilhão.
E o dólar? Ainda segundo ele, um dos ativos que se valorizam (sem volta) numa economia que se desenvolve como a nossa é a sua moeda. O Real continuará a se valorizar, sempre com alguma volatilidade, mas a direção é firme. Alguém perguntou se ele poderia dizer quanto estaria valendo o dólar no final desse ano. A resposta, meio infâme, foi "invistam nos fundos da Rio Bravo (que ele administra) que vocês saberão".
A Bolsa? Para cima. Ele acredita que estamos passando pelo mesmo ciclo que passaram os países europeus (Espanha, Portugal, Eslovênia) que entraram no Euro. Se os juros convergirem para os 6% então, o Bovespa poderia facilmente dobrar de valor!
Tem mais coisa, mas vejo que o post já ficou longo demais. Me desculpem, mas achei que o assunto poderia interessar.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Alemanha: fechado maior acordo do mundo no setor elétrico
Alemanha: fechado maior acordo do mundo no setor elétrico
A maior aquisição já feita no mundo de uma companhia de energia elétrica foi fechada hoje, depois que a alemã E.ON concordou finalmente sobre o preço com os donos da espanhola Endesa.
Dois anos e meio após a primeira oferta pela geradora espanhola de energia, a E.ON afirmou nesta sexta-feira que seus conselhos aprovaram investimento de 11,8 bilhões de euros (US$ 18,6 bilhões) para comprar parte da Endesa.
O acordo vale para os ativos da Ensesa na Europa.
A Endesa Brasil, holding criada em 2005, controla no País as distribuidoras Ampla (Rio de Janeiro) e Coelce (Ceará), a geradora hidrelétrica Endesa Cachoeira (Goiás) e as térmicas Endesa Fortaleza (Ceará) e a Endesa Cien (Rio Grande do Sul).
A E.ON, maior empresa de serviço público do mundo, pagará 8,9 bilhões de euros pelos ativos na Espanha, Itália, Polônia e Turquia e assumirá 2,9 bilhões de euros em dívidas, contra um valor inicial total de cerca de 10 bilhões de euros.
"Nossos novos acionistas já farão uma contribuição significativa em nossos resultados este ano", confirmou e E.ON em comunicado.
Como iremos fazer Marketing daqui para frente?
Mais um artigo interessante do Diego da Via6. Vale a pena conferir:
Muitos têm se empolgado com os números que têm apresentado a Mídia Alternativa (é a divulgação em cartões postais em restaurantes e baladas, patrocínio de evento, painel em escada rolante de shopping, até anúncio em vídeos online e etc). E também com o crescimento da Mídia Online (banners e etc).
Muitos analisam o cenário: “Opa que legal mídia online e alternativa será o futuro!”
Eu vejo diferente para mim o cenário é: “Caramba! Não sabemos como fazer marketing e temos que usar um pouco de Midia Online e Midia Alternativa enquanto não descobrimos.”
Para mim o Marketing está indo mais para a apresentação abaixo que achei no Blog do Paul Isakson.
Cara, cadê meu emprego? - Diego Monteiro - Via6
Sou muito alinhado a essas idéias do empreendedor da Via6 (http://www.via6.com.br) e convido vocês para ler o que ele escreveu abaixo:
Paul Graham, fala de que trabalhar em corporações é anti-natural para o ser humano e que deveria sim trabalhar em empresas pequenas e empreendedoras.
Houve a geração de Baby Boomers que teve seus aspectos positivos e negativos, há inclusive um livro que só trata da “herança maldita” dessa geração chamado Boomerite. Nossa geração é uma geração que ainda está para descobrir seu caminho, e ainda não tem nome… O Ricardo Jordão a chama de BabyBundas pela falta de iniciativa diante de tantas possibilidades!
Eu concordo com o Ricardo que temos muitas possibilidades desperdiçadas, dado o nosso acesso ao conhecimento e estarmos na economia do conhecimento (quanto custa 100 quilos de tijolo X uma consultoria de 4 horas à uma grande empresa).
Porém, vou aqui fazer a defesa de minha geração (alguém tinha que nos defender, rs)! Sim temos muito conhecimento a nossa disposição e de graça, porém como vamos tomar esse conhecimento em negócios (fazer uma fabriquinha da Era do Conhecimento) ???
Será que na nossa escolinha que nos fez decorar pro vestibular poderíamos ter aprendido isso?
Para aproveitar esse conhecimento, onde devemos ir? que tipo de curso fazer? com que falar? que livro comprar?
A questão é que não temos ambiente propício pra isso, eu busco fazer isso meio que batendo cabeça (criei a Via6 e o Rec6 com meu sócio)! Porém, isso é raridade e uma batalha difícil pelo fato de nossa geração não ter uma referência. Enquanto as gerações passadas bem ou mal, a escola e a sociedade preparava perfeitamente para exercer essa função e a nossa? Só nos resta ler muito (com muito prazer) as biografias de gente como Samuel Klein (criador da Casas Bahia), Jeff Bezos (criador da Amazon) e cia.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Turma 2008 - Primeiro Post - A Administração na vida do Engenheiro Eletricista
Vocês devem lembrar que na primeira aula, comentei sobre a transição pela qual normalmente o Engenheiro passa ao ingressar no mundo corporativo, à medida que, com o passar do tempo, deixa de exercer funções meramente técnicas e passa a preencher sua rotina com funções gerenciais.
Pois bem, gostaria que cada um trouxesse pequenos exemplos de cases "gerenciais" de empresas que tenham relação com o Engenheiro Eletricista e postasse o mesmo com um pequeno comentário pessoal a respeito da ferramenta ou técnica gerencial envolvida.
Exemplos hipotéticos: Implementação do Planejamento Estratégico através do Balanced Scorecard na WEG, Implementação de Lean Production na Siemens, Gestão da Qualidade Total na AES Sul, entre outros.