Pessoal,
Abaixo, um post do Daniel Heise, empreendedor serial, que fala sobre economia, uma variável que iremos discutir quando falarmos sobre Planejamento Estratégico. Porém, aproveitem e façam seus comentários sobre as idéias do Gustavo Franco e como vocês vêem o impacto dessa crise nos EUA na economia brasileira. Podem usar fontes da internet para corroborar suas idéias.
Hoje tive a oportunidade de mais uma vez ouvir o Gustavo Franco falar sobre os itens do título desse post. Foi num almoço organizado pela Câmara Brasil Israel de comércio e indústria. Tenho uma já confessa aversão por gurus, mas com relação a economia admito que nunca ouvi alguém que conheça mais do que esse ex-presidente do Banco Central. Aliás para quem gosta realmente do assunto e gostaria de conhecer sobre o "backstage" de toda a concepção e execução do plano real até 2002, sem a fumaça que o petismo lançou, vale muito a pena ler o livro 3.000 dias no bunker do Guilherme Fiuza (o mesmo que escreveu Meu nome não é Johnny). Foi o Alexandre da P2D quem me presenteou com um exemplar.
Voltando ao foco, gostaria de dividir aqui os principais pontos da palestra do Gustavo Franco porque acho que todo empreendedor só tem a ganhar entendendo um pouco mais sobre a nossa economia e o que está acontecendo lá fora.
Sobre a crise financeira americana ele fez uma longa explanação que pode ser grossamente resumida em: a falta de regulamentação sobre os hedge funds e sobre as operações estruturadas (formas não ortodoxas de se emprestar dinheiro) causou a crise que deve sugar algo como um a dois trilhões de dólares de riqueza diretamente das famílias americanas através da depreciação do valor de seus imóveis (para vocês terem uma ideía esse número é equivalente a todo o PIB brasileiro). Além dessa tungada o prejuízo nos bancos deve chegar a algo perto de US$350 bilhões (com esse valor dava para comprar a Petrobrás, a Vale, o Bradesco, o Itaú e ainda sobrava um troco).
A grande questão que todos se preocupam é qual o efeito dessa crise para nós aqui no Brasil. Se dependermos da visão dele, sairemos bem. O contágio deve ser pequeno desde que a crise por lá não tome proporções ainda maiores.
Isso se deve ao fato de não dependermos tanto da economia americana, somente 16% das exportações do Brasil vão para lá. Hoje a Europa, China, Índia e Rússia são polos de crescimento que seguram a queda dos americanos.
Outra pergunta importante é se o que está acontecendo lá pode vir a acontecer aqui, já que estamos todos vendo a expansão do crédito no Brasil. Alguns números mostram o tamanho da diferença: nos EUA o volume de crédito é equivalente a 250% do PIB deles, a Espanha é menos alavancada com 150% do PIB. Qual o nosso? 35% do PIB, ou seja, tem muito espaço para crescimento do crédito aqui no Brasil, especialmente o imobiliário (2% do PIB no Brasil contra 40% na Espanha e 70% nos EUA).
E o nosso crescimento? Tão importante para o empreendedorismo deslanchar de vez. Segundo ele o principal entrave para o nosso crescimento é a taxa de investimento brasileira. Mesmo tendo subido bem nos últimos anos ainda temos um investimento de tímidos 19% do nosso PIB enquanto que na China que cresce 10% ao ano esse número é de 40%. Foi bom ouvir que dos nossos 19%, 18% são da iniciativa privada e apenas 1% é do governo. Se o Brasil quiser crescer de verdade e se tornar um país desenvolvido teria que subir essa taxa de 19% para algo perto de 26%. Para explicar melhor esses números ele fez uma analogia interessante para as empresas. Hoje, na média, as empresas brasileiras investem cerca de 6% do seu faturamento ou a metade dos seus lucros. Para nos desenvolvermos temos que investir pelo menos 10% do faturamento e para isso é preciso se alavancar (obter recursos com bancos, investidores ou na bolsa)
Nessa hora alguns vão dizer "E o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) do Lula? Bem esse aí é só mais um engodo. Se tudo o que o governo anunciou sobre o PAC fosse verdade a contribuição dele iria de 1,0% (dos 19% que temos) para 1,5%. Faz me rir!
Isso mostra que o caminho para o Brasil se desenvolver está nas mãos dos empreendedores, o governo tem que criar condições e não atrapalhar, só isso. Os empreendedores tem que ganhar confiança no ambiente e assumir um risco maior com mais investimento.
E os juros como ficam? Sem a queda deles fica dificil alguém querer pegar mais dinheiro para investir. A palavra que o Gustavo Franco colocou para os juros foi "convergência". Nossos juros deveriam ser iguais (ou convergir para) a soma dos juros americanos (hoje=2,25%) mais o risco brasil (hoje=2,5%) isso não chega a 6%! Por que não está baixo assim? Porque o governo gasta tudo o que arrecada (que não é pouco) com custeio da máquina (os famosos servidores públicos) e com os programas sociais. Não sobra nada para investir.
No dia que alguém assumir o governo e enxugar a gastança, os juros vão cair para esse patamar e nós vamos assistir a uma das maiores gerações de riqueza nesse país. Algo semelhante ao que aconteceu entre 1995 e 2007. Em 95 alguém que tivesse US$85 bi de dólares poderia comprar todas, 100%!, das empresas do Bovespa. Hoje esse mesmo alguém precisaria de US$1,0 trilhão.
E o dólar? Ainda segundo ele, um dos ativos que se valorizam (sem volta) numa economia que se desenvolve como a nossa é a sua moeda. O Real continuará a se valorizar, sempre com alguma volatilidade, mas a direção é firme. Alguém perguntou se ele poderia dizer quanto estaria valendo o dólar no final desse ano. A resposta, meio infâme, foi "invistam nos fundos da Rio Bravo (que ele administra) que vocês saberão".
A Bolsa? Para cima. Ele acredita que estamos passando pelo mesmo ciclo que passaram os países europeus (Espanha, Portugal, Eslovênia) que entraram no Euro. Se os juros convergirem para os 6% então, o Bovespa poderia facilmente dobrar de valor!
Tem mais coisa, mas vejo que o post já ficou longo demais. Me desculpem, mas achei que o assunto poderia interessar.
15 comentários:
Após ler algumas opiniões sobre o assunto, coloquei algumas conclusões:
Motivos básicos do surgimento da crise nos Eua:
• Do afrouxamento monetário ocorrido em 2000/01 na “gestão Greenspan”, quando o juro de curto prazo recuou a 1% anuais,
• Das várias inovações tecnológicas no mercado financeiro, que geraram mecanismos de transmissão quase em “tempo real”.
• Com a puxada do juro a 5,25% em meados do ano passado, uma crise de inadimplência acabou se alastrando pelo mercado, afetando a todos os mutuários de risco do mercado imobiliário.
Ações para contenção desta crise:
• Fed e do Tesouro norte-americano tentam salvar o sistema bancário, sob risco de uma crise sistêmica pela perda de confiança dos agentes, com quebradeira geral.
Efeito na economia Brasileira:
Numa análise da economia brasileira e o “efeito contágio” desta crise nos EUA, acredita-se numa certa blindagem, dados os vários fundamentos em bom estado.
• O país se encontra menos vulnerável externamente, dado o nível de reservas cambiais, já próximo de US$ 200 bilhões;
• o crescimento da economia deve ser de 4,7% neste ano de 2008, depois de crescer 5,4% em 2007, sendo mais inclusivo socialmente do que em passado recente;
• a liquidez internacional segue favorável, mesmo que um pouco menor do que no ano passado;
• e a gestão fiscal segue sob controle, mesmo com os exageros nas despesas recentes de custeio.
Neste último aspecto sobram discordâncias, já que o governo vem anunciando recentemente um pacote para tentar segurar o crédito, através da taxação sobre as operações de leasing, redução de prazos de financiamento etc. Na verdade, deveria centrar suas atenções para a redução do gasto público e não do privado, este sim saudável para uma economia em crescimento.
Possibilidades do crescimento fora do previsto da Inflação no Brasil:
O Relatório de Inflação Trimestral, no segundo semestre de março, tratou de colocar uma luz amarela neste tema, revendo a inflação deste ano para 4,6%, o que a coloca num “equilíbrio delicado”, não permitindo grandes “graus de liberdade”. Muito já se comenta, inclusive, sobre a hipótese bem concreta de uma puxada do juro na próxima reunião do Copom.
A influência China !!
Neste caso, com a demanda doméstica mais centrada em consumo e investimentos e menos em exportações líquidas (apenas 15% para os EUA), é provável que a China não seja tão afetada. Com este país crescendo 9,0/ 10,0% ao ano, tendo crescido 11,4% em 2007, o dinamismo interno, com a poupança em níveis consideráveis, e os investimentos acima de 40% do PIB, o impacto da recessão norte-americana tende a ser relativizado. No entanto, caso haja um impacto maior, ou uma crise de muito tempo, as commodities devem ser “contaminadas”, o que afetará as nossas exportações e daí, no financiamento das nossas importações e o crescimento.
Sobre o Post, no ponto que aborda uma diminuição nos juros para cerca de 6%, não compreendo como seria possível, se não de uma forma gradativa, pelo fato desta ação brusca influenciar negativamente em outros aspectos..
Fernando Murari
Existem várias questões importantes no panorama econômico mundial da atualidade, onde os mercados estão cada vez mais interligados e os países encontram-se em diversas situações nos aspectos econômicos e sociais . As análises da atual situação econômica internacional e das perspectivas para os próximos anos vislumbradas por Gustavo Franco são interessantes e reveladoras por se originarem de uma pessoa que tem um amplo conhecimento dos mercados financeiros e também da máquina pública, como ex-presidente do Banco Central.
Dessa forma, é relevante a forma como ele coloca a força do crescimento da economia brasileira, o que se reflete na valorização do real perante o dólar, e, também o fato de não esperar que o Brasil seja afetado de forma grave pela crise nos Estados Unidos. Isso é creditado à competência e a criatividade do setor produtivo brasileiro, que consegue ser competitivo apesar de diversos entraves como o protecionismo Americano e Europeu. Entretanto, ele também cita o grande problema do Brasil, a ineficiência e o excesso de gastos da máquina pública, que prejudica os esforços da iniciativa privada.
Quanto a Bolsa de Valores, percebe-se que o mercado de capitais brasileiro está evoluindo a cada ano, visando se tornar um dos mais atrativos do mundo, onde as negociações possam ser efetuadas com segurança e transparência, condições necessárias para este setor.
Josete
Acompanhado o desenrolar da crise econômica nos EUA percebe-se que a opinião de economistas renomados sobre o impacto desta na economia brasileira não é totalmente convergente.
Gustavo Franco (ex-presidente do BC) afirma que o contágio da crise é pequeno, alegando que somente 16% das exportações do Brasil vão para lá. Ainda ressalta que o crescimento na Europa, China, Rússia e Índia ajudam a atenuar a crise.
Já para o economista José Júlio Senna (ex-diretor do BC) a economia americana não está descolada do resto do mundo. Ele aponta que, segundo estudos, para cada 1% de queda do crescimento americano, o PIB do resto do mundo cai entre 0,70% e 0,75%, o que é bastante relevante. Dessa forma, o mundo todo sofrerá com uma desaceleração forte dos EUA. No Brasil, particularmente, isso será traduzido em um ritmo menor de crescimento das exportações e preços menos atraentes de produtos vendidos ao exterior.
Opinião parecida tem o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) Alkimar Moura, também ex-diretor do BC. Para ele, o Brasil também poderia ter queda nas exportações para outros locais, como União Européia e China, porque a economia dessas regiões também seria afetada. Dessa forma, os países da europa e ásia não poderiam amortecer significativamente a crise, argumento contrário do utilizado por Gustavo Franco.
Eu acredito que a crise dos EUA com certeza vai afetar alguns setores da economia brasileira, pois é impossível ficar blindado diate dessa desaceleração brusca da maior economia mundial.
Com relação aos juros, o autor fala em convergência e sugere uma taxa de 6%, quase a metada dos atuais 11,25%. Para alcançar esse patamar é unânime a opinião que é primordial enxugar os gastos da máquina pública, pois o governo, maior devedor da economia, precisa pagar juros altos para obter empréstimos internos para financiar o déficit público.
A pergunta que deve ser feita é: Por que os governos não colocam em prática políticas efetivas para a redução de gastos, o que resultaria numa redução dos juros, que é um dos principais entraves para o crescimento de um país?
Na minha opinião é falta de coragem, ou "esperteza" (malandragem), por parte dos governantes, pois reduzir gastos implica obrigatoriamente em descontentar os desejos de alguns. E isso vai contra os princípios da maioria dos políticos brasileiros, que querer agradar no seu mandato para se reelegerem e não estão nem um pouco interessados no futuro do país.
Por isso, uma taxa básica de juros de 6% é utopia para o atual cenário brasileiro.
Também concordo que o crescimento do país está nas mãos dos empreendedores, e que o governo tem que criar ambiente propício (por exemplo, baixar os juros, ter uma legislação clara para atrair o investidor, ...) e não atrapalhar.
Edinei Santin
Encontrei uma opinião bastante interessante, de Fernando López D’Alesandro. Ele diz que a crise era esperada, porém o capitalismo não soube neutralizá-la, e que a especulação, o lucro e a ganância provocaram uma cegueira dogmática poucas vezes vista na teoria econômica capitalista.
Eu concordo quando ele diz que uma coisa é uma crise financeira e econômica nos EUA e outra muito diferente uma crise no Brasil. Isso porque, o Brasil está mais forte, principalmente depois de romper os laços que o mantinha atrelado às organizações internacionais de crédito.
Enquanto isso, a expansão financeira do Primeiro Mundo esgotou seu ciclo e dá a impressão de que a situação não será revertida em pouco tempo.
O surgimento do BRIC e a afirmação soberana de outros países, configuram um cenário futuro totalmente diferente do que conhecemos. É provável que estejamos nos dirigindo para um mundo policêntrico, no qual os EUA sejam apenas mais um poderoso.
Quem sabe o Brasil esjeta entre eles, não custa sonhar...
Raffael Engleitner
Se um "guru" diz não tenho como contestar.
Pelo o que tenho visto nos meios de comunicação, creio que a crise nos Estados Unidos não deve atingir em cheio a economia brasileira. O Brasil tem outros mercados a conquistar e tem tido uma certa "credibilidade" para isto.
Em relação ao crescimento do país, creio que a redução dos juros acarretaria um crescimento maior da economia nacional. Só assim surgiriam maiores investimentos por parte do setor privado já que há um certo discaso do governo com relação a investimentos desse tipo.
Faço minhas as palavras de Gustavo Franco.
Eduardo Machado dos Santos
Analisando todos os comentários feitos até agora, o fato de nosso parceiro EUA dar um tempo e enfrentar uma recessão que, segundo os analistas do FMI, vai durar até meados de 2009 (crescimento de 0,5% previsto para 2008 e 0,6% para 2009), tem surtido cada vez menos efeito na nossa economia. Podemos citar um dos fatores que se chama diversificação do mercado de exportações. Não bastando isso, a idéia de que o Brasil e outros países emergentes fique mais atraente para investimentos estrangeiros, gente que pode buscar um outro parceiro para ter uma relação mais estável. O presidente da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, João César Lima, declara “...ao contrário (da suspeita de cortes nos investimentos americanos no Brasil). Em função do que lá acontece, as empresas estão com um pouco mais de apetite para vir ao mercado brasileiro e a outros mercados e investir”.
Cristiano Vizzotto de Menezes
Esqueci de mencionar as outras fontes (só coisa do governo dessa vez):
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/04/08/materia.2008-04-08.4459102907/view
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/04/09/materia.2008-04-09.4537416165/view
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/09/28/materia.2007-09-28.6430370025/view
Tomemos como exemplo, minha avó que faz doce de banana. Ela é uma espécie de "engenheira" das bananadas. Ela gera alguns empregos indiretos, não é mesmo? Algumas pessoas colhem as bananas, outras transportam, outras vendem, e ela faz a bananada. Ela precisa de gás, de manutenção no fogão, de água, detergente, e todas as outras coisas para manter a sua "empresa". Agora vejamos, um cacho de banana custa, digamos R$1,00. Já a bananada custa, digamos R$5,00. Por quê? Porque ela tem maior valor agregado. Minha vó, fazendo bananada gerou alguns empregos indiretos, e o seu produto sai mais caro. Se por exemplo, ela tivesse *incentivo* pra investir, poderia quem sabe, montar uma fábrica de doce de banana, gerando então, muito mais empregos, e agregando ainda mais valor ao seu produto que passaria a ser industrializado. Assim fica fácil entender porque investimento gera desenvolvimento.
Quanto aos juros (que tem impacto direto na taxa de investimento), não foi um ou dois economistas que ouvi falarem que só irão baixar se o Brasil diminuir os gastos internos do governo. É.. a máquina pública, que nos suga.
P.S.: aos que interessarem, minha vó não faz doce, essa é uma história fictícia.
"O ajuste cabe ao governo"
Foi esse o titulo do comentário de José Márcio Camargo, professor do departamento de economia da PUC. Segundo ele a economia brasileira desperta de uma letargia de 15 anos e há 4 anos a economia brasileira cresce de forma sustentavelmente sem gerar pressões inflacionárias relevantes. Segundo ele um dos fatores mais relevantes são as reformas desde o inicio do processo de redemocratização, em 1985. Mas como aqui é a terra do tudo pode, com o aumento da produção o nosso governo aumenta os gastos governamentais a taxa de 10% ao ano, assim fica dificil. E uma das medidas citadas no comentário de José Camargo é que parece que o governo sinalizou com uma intervenção no mercado de crédito, e claro que não é como o que se espera o que diz o comentário do blog e sim o contrário,vai ser obrigando os bancos a reduzirem o número de prestações para consumidores, isso diminui o acesso ao crédito. Bom como está no escrito no inicio cabe ao governo tomar medidas que torne viavel um aumento menos mediucre do nosso PIB
Felipe Pereira
Segundo opinião de Gustavo Franco a crise americana obviamente é desfavorável ao Brasil, pois a econômia é globalizada, mas não é tão impactante, pois é está globalização que possibilita a drenagem de nossas exportações por outros países líderes mundiais. Não devemos ficar apenas analisando os efeitos, nos brasileiros devemos aprender com a crise americana, pois classes que até então não tinham crédito, agora o tem, mas o dinheiro foi dado sem ensinar como gerencia-lo. Bom fica desnecessário citar aqui, quem mas precisaria de aulas de administração, empreendedorismo e contabilidade para o crescimento do Brasil. Exatamente o governo que deveria auxiliar empresas nacionais a crescerem de forma embasada e clara, é o maior entrave. O peso tributário compromete a criação de novos negócios que trazem diversificação no mercado, e também a capacidade de investimentos de uma empresa. No momento que o governo não tornar-se um obstáculo para o do mercado interno, a tendência é o crescimento da econômia.
Cesar Augusto Gabe
Acredito que a economia do país não será afetada pela crise nos EUA. Concordo com a opinião do ex-presidente do BNDES e ex-ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, que pensa que os países emergentes, liderados pela China irão alavancar a economia mundial e frear a crise.
Além disso, acho que a atitude otimista que é observada é mais uma forma de favorecer a permanencia de investimentos externos no país e atrair novos.
Encontrei essa opinião de Carlos Alberto Sardenberg em que ele cita números da ‘locomotiva norte-americana’ :
“influência americana é uma enormidade. O PIB dos EUA passa dos US$ 14 trilhões. A segunda maior economia é a do Japão, US$ 4,5 trilhões, ou seja, menos de um terço da americana. Depois vêm Alemanha, com PIB de US$ 2,9 trilhões, e China, que já está mordendo a terceira posição. Repare de novo: somando o peso das três maiores economias depois dos EUA, isso dá dois terços, aproximadamente, da locomotiva americana.
o consumo das famílias americanas representa 60% do PIB. Acrescente-se o consumo das empresas e, pronto, lá se vão 90% - ou mais de US$ 12 trilhões.
os EUA são os maiores importadores do planeta, compram em toda parte. Em números redondos, as importações americanas estão em torno de US$ 2 trilhões anuais.
Só a China vende algo como US$ 300 bilhões ao ano para os americanos. É verdade que vende outros US$ 700 bilhões para o resto do mundo, mas entre seus clientes estão países que, de sua parte, ganham dinheiro vendendo para os americanos.”
Por fim, Sardenberg comenta que não seria difícil imaginar o que aconteceria se os americanos deixassem de ir às compras.
Mesmo assim acredito que o Brasil possui hoje uma economia mais forte e encaminha-se para o crescimento junto com outros paises emergentes. Efeitos da crise são sentidos em todo o mundo, mas existem soluções ou contornos para isso. Como citado por Gustavo Franco, não somos totalmente dependentes economicamente dos Estados Unidos, existem mercados europeus e asiáticos como alternativas viáveis para economia brasileira.
Ao ler esse post, o qual trata a respeito de algumas opiniões e previsões de Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central do Brasil, é possível refletir sobre vários aspectos referentes à economia brasileira e mundial na atualidade, e entender certas causa e conseqüências políticas e sociais decorrentes da conjuntura econômica.
Um dos assuntos abordados fala da crise norte-americana e de seus efeitos para a economia brasileira, os quais não devem ser muito prejudiciais em virtude da diminuição da dependência da economia brasileira em relação à economia americana, por meio do aumento dos negócios do Brasil com outros países, que compensam as perdas nas relações com os EUA.
Com relação ao crescimento da economia brasileira, as perspectivas são otimistas em decorrência do dinamismo e da pujança da iniciativa privada nacional, entretanto, ainda são mencionados alguns problemas ocasionados pela falta de eficiência e de controle de gastos que ainda existe na esfera pública.
A respeito da Bolsa de Valores, pode-se perceber que o mercado de capitais no Brasil está em constante crescimento e o país deve continuar trabalhando de forme firme e austera para garantir confiabilidade aos contratos aqui firmados, atraindo a cada ano mais investimentos para as empresas brasileiras, que dessa forma ampliarão as suas atividades, gerando mais empregos e renda.
Postar um comentário