terça-feira, 8 de abril de 2008

Varejo 2.0

Pessoal,

Leiam o texto abaixo do Ricardo Jordão do www.bizrevolution.com.br, onde ele procura sempre lançar idéias "revolucionárias" para o mundo dos negócios que ele chama de QUEBRA TUDO. A idéia do inovar constantemente para sempre estar na frente...Após lerem, façam um breve comentário...

Varejo 2.0


"Eu sou o pior vendedor do mundo, por isso, eu tenho que tornar fácil para as pessoas fazerem negócios comigo", F.W. Woolworth, 1872.

Querida(o) Amiga(o),

Em 1879 F.W. Woolworth lançou a prática de comprar produtos direto de fabricantes e fixar os preços na prateleira de uma loja. Até então as lojas no varejo precificavam os produtos de acordo com a cara do freguês. Não existia essa coisa de etiqueta de preço na prateleira. Woolworth também foi o inventor da prática de deixar o cliente mexer nos produtos. Antes dele todos os produtos ficavam atrás do balcão.

Em 1888, enquanto o tráfico de escravos negros era o comércio mais popular do Brasil e criatividade passada longe da terra brasilis, a Sears criava a primeira operação de vendas por catálogo do planeta. Por volta de 1895, o catálogo da Sears tinha 532 páginas incluindo bicicletas, carros, máquinas de costura e artigos esportivos. O faturamento da Sears na época superava 1 bilhão de dólares.

Em 1902, J.C. Penney abriu uma loja chamada Golden Rule. Como diferenciais Penney ofereceu funcionários treinados, educados e gentis, política de satisfação garantida ou seu dinheiro de volta e produtos de qualidade. Tudo que hoje se espera de um varejista decente. Até então a política dos varejistas era de amedrontar os clientes com coisas do tipo "Aproveite já! Vai acabar!! Você vai ter coragem de ficar de fora da promoção? Não sei se teremos uma nova promoção com esse produto! Inclusive é melhor levar dois para se garantir!". Ao abraçar a Regra de Ouro "Faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você", J.C. Penney mudou para sempre a cara do varejo mundial. A partir dali todo mundo teve que ser no mínimo educado com os clientes.

Em 1927, a 7-Eleven inventou o conceito de loja de conveniência. Eles foram os primeiros a abrir das 7 da manhã às 11 da noite, um conceito totalmente revolucionário para a época.

Em 1948, Eugene Ferkauf abriu a sua primeira E.J. Korvette, a primeira loja de varejo com programa de fidelidade e clube de compras do mundo.

Em 1977, a Victoria Secret envelopou a venda de lingeries com uma temática fashion que mudou para sempre a venda de commodities. A Starbucks e Netflix entenderam bem o recado.

Em 1962, Sam Walton abriu a primeira loja do Wal-Mart nos EUA nas cidades onde ninguém queria fazer negócios. A Wal-Mart é provavelmente a mais pioneira e arrojada empresa de varejo no uso de tecnologia para gestão dos negócios. Eles estão anos luz à frente de qualquer fabricante de tecnologia.

Em 1994, Jeff Bezos foi um dos primeiros a perceber o potencial da internet para vender. Ele fundou a Amazon.com, a mais fantástica loja de comércio eletrônico do mundo: 14 bilhões de faturamento e meio bilhão em lucros em 2007. Entretanto, o primeiro plano de negócios da empresa tinha algo de muito diferente: "Não teremos lucro nos primeiros cinco anos". Dito e feito, o investimento maciço feito em comunicação, tecnologia e pessoas nos primeiros anos de operação está voltando para os cofres da empresa.

O varejo sempre existiu. África, China, Iraque, Egito, Pérsia, Jerusalém, o ser humano sempre se organizou ao redor de mercados. Compra e venda, troca e permuta, peixeira e porrada. A reinvenção do varejo não é algo novo. Os primeiros rabiscos contábeis sobre compra e venda de alguma coisa surgiram com a escrita há 5 mil anos. Antes do ser humano colocar poesias no papel, ele escreveu recibos de compra de escravos e venda de sacos de arroz.

Comércio é básico. Nunca foi o sonho de nenhuma mãe para o seu filho. A abertura de uma barraca para comprar e vender coisas nunca foi considerada uma atividade nobre. Moleque que se preza vira engenheiro, industrial, banqueiro, médico, advogado, analista de sistemas. Vendedor não, vendedor dono de comércio, pior ainda. Pois dançou quem pensava assim. As pessoas mais bem sucedidas do mundo são varejistas.

Nesse momento milhares de esposas estão dizendo aos seus maridos, "Benzinho, eu tô indo no Wal-Mart", "Benzinho, eu tô indo no Carrefour", "Amor, vamos à FNAC nesse final de semana?", "Querida, vamos ao Shopping Center Norte comprar o presente da mamãe?". Ninguém está dizendo "Querida, vamos ao supermercado?", ou pior, "Maridão, o que será que a Nestlé tem de novidade no Pão de Açúcar?" ou "Esposa, eu vou entrar agora no Submarino para ver o que a Warner Bros está lançando.".

De repente, se tornar executivo da Livraria Cultura, Ikea, Shopping Iguatemi, Wal-Mart, Pão de Açúcar, Submarino, Americanas, Leroy Merlin, Zara, Martins, virou sonho da mamãe.

Mas varejo é básico. Tão básico que existem hoje milhares de lojas de sapato, milhares de lojas de computador, milhares de lojas de livros, milhares de lojas de pneu, milhares de lojas de sanduiches ao lado da sua.

Mas por pouco tempo. Varejo foi, é, será, sobre inovação, pelo menos durante a nossa geração. Levou 5 mil anos para o varejo se mexer. Agora parece que o varejo quer tirar o atraso. Varejo 1.0, 5 mil anos atrás até a aplicação da regra "Trate os outros como você gostaria de ser tratado"; Varejo 2.0, da aplicação da regra até a massificação tecnológica, cerebral e moral desse princípio.

Eu entendo que a grande maioria dos comerciantes do Brasil passa por uma tremenda dificuldade em encontrar um modelo de negócios que os torne relevantes. Pois bem. Prepare-se. Lá vai uma série de modelos. Escolha um deles e transforme em realidade.

Clube de Compras. Parece contraditório, mas feche a sua loja para o povo. Abra para poucos. Só entra quem tiver carteirinha. Só entra quem tiver um determinado perfil. Só entra quem estiver comprometido com os valores da empresa. Vigie-se para conhecer absolutamente todos os seus clientes, um-a-um. Esse modelo funciona para qualquer negócio. Clube de Compras de pastel, carne, pneu, roupas, informática, serviços, simplesmente qualquer coisa. Exemplos bem-sucedidos: butiques de bairro, clubes recreativos, academias de ginástica.

Venda Artesanal. Ajude o seu cliente a receber um produto feito para atender as necessidades dele e não de toda a torcida do Corinthians. O artesanato é o tipo de produção mais antiga do mundo. Tudo é feito manualmente, um-a-um. A Dell trouxe o conceito para o século 20. A Nau, com a suas lojas show-room, está levando o conceito para o século 21. A fabricação só começa depois que o cliente compra. O cliente inclusive ganha 10% de desconto para não sair da loja com o produto na sacola. Esse modelo anda de braços dados com o meio ambiente. Tem tudo a ver com a moçada de hoje.

Tudo para casa. Eu não acredito que uma pessoa consiga ser feliz profissionalmente se não for feliz em casa. Existem milhares de lojas de colchão, mas alguma loja já demonstrou que se importa com o seu sono? Como uma loja de colchão poderia demonstrar esse tesão por você? Oferecendo palestras sobre como ter uma boa noite de sono com especialistas da área. Linha branca, linha marrom, móveis, iluminação, decoração, alimentação, todos os varejistas que vendem alguma coisa para as nossas casas têm a oportunidade de ajudar as pessoas a ter uma vida melhor em suas casas. Quem está fazendo isso? Quem se importa?

Educação é uma responsabilidade do varejo 2.0. Você já viu a General Motors oferecer aulas sobre como dirigir? Você já viu a Microsoft dando aula grátis sobre como mexer no seu computador? Você já fez algum curso da HP sobre impressão de documentos? A Samsung já te ensinou a cuidar do seu monitor? Talvez você tenha ganho um curso grátis oferecido pela Nokia sobre como mexer no celular deles? Não? Pois é. Educação é uma responsabilidade do varejo. Os engenheiros das fábricas não vão fazer nada a respeito. E mesmo que façam, onde você fará o curso deles?

A sua loja cabe no meu bolso. A loja virtual de qualquer rede de lojas físicas será a principal loja da rede até 2010. Tanto em volume de vendas como lucratividade, número de clientes como ticket médio, amplitude do mix de produto e alcance de mercado. Ninguém mais é obrigado a fazer negócios com o único revendedor autorizado de beterraba da sua região. Hoje as pessoas podem fazer escolhas apesar da existência de algumas regras impostas pelos governos e grandes empresas. O mercado está mais livre do que nunca.

O grande número de lojas de informática no bairro de Moema em São Paulo não são o suficiente para segurar os compradores da região. 78% das compras de computadores feitas pelos moradores do bairro de Moema em São Paulo foram feitos fora do bairro de Moema.

A propósito, o que caracteriza um mercado?

Liberdade de escolha, participação voluntária do comprador e vendedor, possibilidade de qualquer uma das partes desistir do negócio a qualquer momento, independência total de cada um dos participantes no negócio, ninguém tem rabo preso com ninguém, ninguém diz para o cliente como deve usar os seus próprios recursos.

Varejo 2.0 é sobre liberdade de escolhas. Não existe mais retrocesso nesse sentido. Você tem que vender pela internet. O mais rápido possível. O mercado está em movimento. Localização não faz mais tanto sentido como antes. O varejo está no bolso de todas as pessoas que tem um smartphone. Eu já comprei livros, revistas, DVDs, ingressos, passagens de avião, reservas em restaurantes e hotéis com o meu iPhone. E Você?

Walmartlândia. Eles serão os maiores do mundo, quase tudo estará a venda dentro de um Wal-Mart ou Sam's Club. Eles têm todo o dinheiro, poder e influência para subir ou baixar o preço do saco de feijão quando e onde quiserem. Não se engane, todos os grandes varejistas do mundo serão ainda maiores. Mas, o mundo continuará a crescer vertiginosamente, a criação de riqueza vai trazer para o jogo 4 bilhões de novos consumidores, milhares de nichos de mercado serão criados. Organização nenhuma será tão rápida quanto o indivíduo.

Venda automatizada. Se você viajou de avião recentemente deve ter notado que a Tam colocou alguns robozinhos para fazer o check-in. Você só tem que despachar a mala. A Tal da Pizza em São Paulo ficou famosa em toda a cidade por deixar o cliente preparar a pizza como ele quer. Nem prato os caras oferecem. É tudo na pedra.

A loja da Apple nos EUA eliminou o check out de vez. O próprio vendedor que te atende fecha o pedido em qualquer lugar da loja com a sua maquineta eletrônica faz tudo. Depois ele mesmo pega o produto do estoque e entrega a você.

Quando a tecnologia RFID estiver em uso, o Wal-Mart não vai precisar de atendentes no check-out. Todas as compras que estão no seu carrinho serão reconhecidas simultaneamente pela rede da loja. Você não precisará retirar nada do carrinho. Se você já estiver na onda de usar as suas próprias sacolas ao invés das tradicionais sacolas de plástico que detonam a natureza, o produto vai migrar da prateleira da loja direto para a dispensa da sua casa.

Marca Própria. Essa história de vender produtos dos outros é conversa de gente preguiçosa. Não interessa se o comércio está no seu sangue. Por que não fabricar um produto próprio e colocar para vender na sua loja? O que te impede de desafiar a Nike em calçados esportivos ou a HP em computadores? Simplesmente nada. Varejo 2.0 oferece produtos de marca própria e não apenas as marcas comuns que nós encontramos em todos os lugares. Mês passado eu entrei na Decathlon para comprar um tênis da Reebok, e saí com um tênis da marca própria da loja tão bom ou melhor que o Reebok que eu estava procurando.

Hardware por assinatura. Carro a gasolina é o grande vilão do momento. Custa caro e prejudica o ar que respiramos. E se você pudesse comprar uma assinatura mensal que te permitisse usar o carro somente quando precisasse ao invés de deixá-lo mofando na garagem? Imagine pagar 50 dólares por mês para ter um carro X para levar os filhos na escola durante a semana, e um carro Y para viajar para a praia aos finais de semana? Você poderia ter um carro para o verão, outro para o inverno, e mais um para a primavera. Tudo no mesmo ano. Por que não?

Toda mulher gosta de bolsas. E se a menina pudesse pagar 50 reais por mês para usar o último lançamento da Prada na balada do final de semana e depois devolver? A cliente entra no web site, seleciona a bolsa que deseja usar, paga uma mensalidade, fica com a bolsa o tempo que quiser. Quando estiver pronta para devolver, a menina entra no web site, devolve a bolsa e pega outra.

Tudo isso já existe.

Eu poderia ficar aqui escrevendo a noite inteira sobre todos os modelos de Varejo 2.0 que "ainda" são inovadores. O Varejo está bombando! Quem vende produtos amarrados com serviços nas lojas físicas que tem por aí? Praticamente ninguém! Quem vende serviços pela internet? Ninguém! Quem vende hardware por assinatura via internet de uma maneira "jovem"? Ninguém!

Se você é varejista, faça um upgrade no seu negócio imediatamente. Varejo 2.0 na cabeça!

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

31 comentários:

atucanado disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
atucanado disse...
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atucanado disse...

Tenho certeza que da mesma forma que a relação com o cliente vem mudando desde o séc. 19, ainda poderemos presenciar muitas inovações nesta relação. Outro dia mesmo, li a respeito de um restaurante em Londres, em que o cliente come e depois paga o quanto acha que deve pelo prato. Isto serve como um "termômetro" do serviço prestado. No setor energético, estou sabendo que um engenheiro brasileiro inventou o 'cartão de energia elétrica' e está só esperando a autorizacao da ANEEL para poder lançar o produto. A idéia é a mesma do cartão pré-pago nos telefones móveis. É redundante dizer que a forma como um produto é ofertado é um grande atrativo para o consumidor.

Unknown disse...

Uma reportagem bastante interessante sobre a maneira como podemos abrir um negócio que acreditamos não ter mercado, mas de uma maneira diferente, e com uma proposta de trazer mais satisfação pessoal pode se tornar um negócio inovador e rentoso.

Gostei bastante da idéia de um atendimento mais personalisado, com um clube de assinantes que são privilegiados por fazer parte da organização. Acho que os consumidores podem se sentir mais parte do meio da empresa, e até vestir a camiseta dela. Eu, por exemplo, gosto bastante de participar de lugares com essa política de fidelidade porque sei que terei vantagens e vou ser tratada com mais atenção. Isso pode ser implementado para qualquer área.
claro que temos que ter um certo cuidado, o carrefur por exemplo tem aquele cartão que dá descontos mas cobra 3 reais para cada compra...o cliente tem que saber investigar até que ponto essa vantagem realmente existe.

Luzia Lux

João Kanieski disse...

Como muitos já devem ter ouvido falar, há tempos o varejo vem invertendo sua hierarquia. Desta forma, esta não recente filosofia de trabalho passa a elevar o cliente ao maior grau de importância dentro de uma empresa. Esta tática de empreendedorismo, hoje em dia, não parece ser mais tão difícil de se encontrar, principalmente se tratando de pequenas empresas, onde a organização tem maior capacidade de controle sobre seus funcionários.
Contudo, depois desta primeira mudança na forma de pensamento dos varejistas e, devido ao fato de ser extremamente difícil fazer com que o cliente se satisfaça em cem por cento (e isto se deve a milhões de fatores, tais como cultura, região onde vive, religião, etc.), o empreendedor deve estar sempre preocupado em encontrar maneiras diferentes e inovadoras de forma a atrair o seu público alvo. Portanto, acredito que o autor, neste sentido, apesar de em alguns momentos, brasileiramente falando, viajar um pouco, tem um texto muito coerente e desafiador aos que desejam fazer parte do varejo 2.0.

Rafael disse...

O autor apresenta algumas "dicas" ou modelos a serem adotados pelos varejistas brasileiros para inovar o mercado. Conforme o autor, todas elas já existem, mas nem todas são exploradas com o seu pleno potencial. Por que será? No início do texto verificamos as datas dos eventos marcantes no mundo do varejo. Pode-se verificar que elas foram espaçadas de 10, 20 e até 30 anos. Na minha opinião, para que uma estratégia de venda seja absorvida pelo consumidor é necessário uma mudança cultural. Num país com dimensões continentais e nível escolar tão baixo isso demanda um bom periodo de tempo. Como o varejo demanda consumo em massa, alguma das "inovações" citadas pelo autor (como hardware por assinatura) demorem um pouco mais para estarem presentes no dia a dia.
Um aspecto importante que não foi frisado no texto foi a deficiência que o mercado apresenta a venda de serviços/produtos para a terceira idade, pois a faixa etária que mais cresce no Brasil é a de 50 anos.


Rafael Tambara

Edinei Santin disse...

Atualmente e mais do que nunca, é incontestável que a inovação no varejo é fundamental para manter, e principalmente aumentar, o número de clientes. O motivo disso é que o mercado se configurou de tal forma que hoje em dia, no geral, é indiferente comprar um mesmo produto do vendedor A, B ou C. A diferença só virá com uma ação inovadora por parte do mesmo, e se ela realmente for impactante, com certeza atrairá o cliente, que natural- e continuamente (pelo menos na geração atual e mais intensamente nas futuras) busca isso.

Como exemplo de uma atitude inovadora brilhante que o texto aborda é a venda de produtos através da internet. Com este meio de comunicação cada vez mais difundido, ficam evidentes sobre vários aspectos (facilidade de escolha, economia de tempo e deslocamento, ...) as vantagens que o cliente pode ter. A atração do cliente é imediata.

Bom, era isso!
Edinei Santin

Josete disse...

Através do texto, pode-se perceber a evolução ocorrida no varejo em todo o mundo desde os seus primórdios até a atualidade e também as suas perspectivas para um futuro muito próximo, o chamado varejo 2.0. Assim sendo, muito do que conhecemos hoje como o varejo tradicional irá se modificar profundamente e, tudo indica, que é para melhor.
Também são exemplificados, diversos tipos de novos varejos, nos mais diferentes setores da economia. Isso nos mostra a força do comércio varejista perante os demais tipos de comércio, também em relação às indústrias e produtores rurais. Isso tudo em virtude de sua estrutura, logística, proximidade dos mercados consumidores e facilidade de oferecer novas e interessantes experiências para seus clientes, que cada vez mais buscam no consumo não apenas a satisfação de necessidades materiais, mas sim uma experiência de consumo prazerosa e marcante.
Nesse contexto, o varejo é um enorme setor da economia mundial com espaço e condições de ser explorado por quem tiver competência e dedicação para aproveitar a oportunidade de satisfazer as novas e crescentes necessidades de um número cada vez maior de consumidores.
Josete

Unknown disse...
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Unknown disse...

Acho que um varejista promissor tem que ter principalmente competência, e estar apto a criar plano de promoção coerente com produto, serviço, público alvo, visando obtenção de melhores resultados. Deve saber identificar oportunidades para desenvolvimento de promoções e planejar diferentes atividades promocionais. Tudo isso utilizando as principais ferramentas de propaganda e promoção, agindo eticamente e respeitando os planos traçados. No que deve-se selecionar empresas prestadoras de serviços de propaganda, promoção e publicidade, e/ou os diversos veículos de comunicação de massa que atendam as necessidades.
Outra coisa que deve levar em consideração é avaliar a criação de peças promocionais por fornecedores e realizar criação emergencial de peças em situações de baixo orçamento.

Pablo Waldow

Unknown disse...

O avanço de vendas via internet é o que mais me chamou atenção, pois a nossa geração vivenciou cada momento, desde quando a internet estava tímida no Brasil até o momento em que se consegue comprar de tudo sem sair de casa.
Então, busquei material sobre este item, e encontrei um material de Ricardo Monteiro com bons argumentos. Ele diz que o valor agregado devido à manutenção e ao gerenciamento de milhares de itens em um estoque não poderá ser substituído pela Internet, mas que a tendência é o aumento das vendas de produtos com alto valor agregado e personalizados. Porém, outro fenômeno preocupa: o grande volume de conteúdo publicado acaba criando uma enorme dispersão da audiência na Internet. O custo para diferenciar sua empresa do ruído do mercado é enorme, porém o ganho é exponencial, já que a informação é fácil e rapidamente difundida.
Este fator traz algumas consequencias segundo Ricardo, pois apenas os grandes sites vão sobreviver,implicando que os grandes varejistas irão dominar o mercado da Internet. Isso é no mínimo preocupante.
Logo, a única solução para pequenos varejistas, é: "agregue serviços ou se especialize".

Raffael Engleitner

Anônimo disse...

É um histórico de evolução bastante interessante. Verificar que ainda hoje sofremos diretamente a influência de muitas dessas atitudes tomadas a um bom tempo atrás causam um certo “temor”. O que será que inventarão agora? Que caminhos seguiremos? As dicas de atuação dadas para os diversos ramos de varejo citados dão algumas respostas a essas perguntas. Essas formas de abordagem são bastante instigantes. Um ponto bastante interessante é a escolha de um tipo específico de clientela. O público alvo, vamos dizer...é a melhor forma para fazer, ou tornar, seu produto refinado.

Unknown disse...

Bom o Autor mostra a evolução cronologica do varejo, sempre tentando atender as necessidades do mercado, sendo que o principal para a obtenção do sucesso é a inovação, as maneiras como atingir o publico, as maneiras de como atingir o maior número de pessoas. Ele mensiona varias maneiras de obter sucesso no varejo.

Joao Eduardo Taffarel

Unknown disse...

Inovar como forma de garantir clientes para determinados produtos é essencial. Principalmente quando essa inovação aparece na forma de adquirir a "mercadoria". As vendas por Internet crescem pela comodidade. Hoje você compra o que quiser no conforto da sua casa ou em meio ao "stress" do seu trabalho... Mas só a facilidade para adquirir o produto não é garantia de sucesso no mercado. Então os comerciantes devem inovar constantemente para atrair consumidores. "Planos de fidelidade" que garantem vantagens para clientes "assíduos" me parecem uma alternativa boa. Só citando um exemplo têm os "planos de milhagens" de companhias aéreas, que garantem passagens grátis para "fans de carteirinha" de determinada empresa.

Tratando dos grandes do varejo acho que eles ainda podem melhorar muito a forma de atendimento. Aqui no Brasil principalmente.

Eduardo Machado dos Santos

Alexandre Werner disse...

Como pode ser notado não é de hoje em dia que o mercado deve estar em constante evolução para conseguir se manter em funcionamento.
Como citado no texto que os comerciantes colocavam tipo o preço conforme a cara do freguês, antigamente funcionava, porque existia poucos pontos de venda e assim o povo se obrigava a comprar naquele local, vamos dizer que não tinham outra escolha. Mas hoje em dia com a variedade de opções não funciona mais. Os comerciantes estão cheios de promoções e correndo atrás de clientes, a situação se inverteu, os comerciantes estão precisando de clientes e não o contrario.
Uma ótima tática indica no texto também é a da comodidade oferecida nos dias atuais, porque com a situação no transito dos grandes centros e mesmo as filas que freqüentamos diariamente, normalmente esta se tornando uma perda de tempo, e assim oferecendo uma entrega ou mesmo um mercado mais agilizado certamente irá chamar a atenção de clientes.
Alexandre Werner

Cristiano disse...
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Cristiano disse...

Nossa! Milhões de teorias revolucionárias propondo ao cliente do varejo um paraíso de vantagens inesgotável nos dias de hoje. Isso para mim visa pura, unica e simplesmente o LUCRO. Ah LUCRO, tu não tem um irmãozinho assim como tu para casar com nossa máquina estatal???
O meu ponto é: como trazer esse espiríto de "meu cliente eu te amo" para dentro das instituições públicas? Sei que isso não tem a ver diretamente com o tema, mas é algo me veio na cabeça agora sob a forma de tema: "Técnicas de admnistração empresarial nas instituições públicas" e até que ponto isto vem sendo implantado.

Cristiano Vizzotto de Menezes

Jacson disse...

Vejo que as idéias nunca irão parar de surgir e de engrandescer. O importante sempre será a inovação. As pessoas se sentem bem ao poder ter em suas mãos algo inovador, superior ao encontrado pela maioria. Sempre que alguém inventar algo atrativo, este será sempre bem recompensado, mesmo que tenha que enfrentar todo o modernismo atual. E sabemos muito bem que inteligência nunca faltará para isso, pois o mercado só seleciona quem pode oferecer algo novo para o que é novo. Como podemos perceber não precisa ser um engenheiro, advogado ou cientista para um certo dia acordar e ter uma idéia que revolucione o mundo, até porque a maioria delas não saíram da cabeça destes. Muito interessante este texto, mostrando a história das idéias, todas as que estão soltas no mundo e projetando algo do que ainda está por vir.

Jacson Hansen

Rodrigo Domingues disse...

Achei super interessante o texto de Ricardo Jordão. Concordo plenamente que a idéia do inovar constatemente deve fazer parte das empresas que almejam estar sempre na frente.
O texto traz o histórico de idéias que já vingaram (fixar os preços na prateleira de uma loja, deixar o cliente mexer nos produtos, operação de vendas por catálogo, política de satisfação garantida ou seu dinheiro de volta, conceito da loja de conveniência, clube de compras, internet para vender), mas o texto vai além, traz inúmeras idéias novas (clube de compras, venda Artesanal, tudo para casa etc...), é a revolução do varejo 2.0, e que não tem mais volta ou as empresas se atualizam renovando suas idéias ou vão ficar para traz. Rodrigo Domingues.

Rodrigo Domingues disse...

Achei super interessante o texto de Ricardo Jordão. Concordo plenamente que a idéia do inovar constatemente deve fazer parte das empresas que almejam estar sempre na frente.
O texto traz o histórico de idéias que já vingaram (fixar os preços na prateleira de uma loja, deixar o cliente mexer nos produtos, operação de vendas por catálogo, política de satisfação garantida ou seu dinheiro de volta, conceito da loja de conveniência, clube de compras, internet para vender), mas o texto vai além, traz inúmeras idéias novas (clube de compras, venda Artesanal, tudo para casa etc...), é a revolução do varejo 2.0, e que não tem mais volta ou as empresas se atualizam renovando suas idéias ou vão ficar para traz. Rodrigo Domingues.

Unknown disse...

A matéria é realmente muito interessante, e a parte que me chamou mais a atenção foi a questão da quebra de paradigma. A escolha por uma profissão tradicional ainda é a principal alternativa para a classe média e alta. O sonho para qualquer pai. No meu caso não seria diferente, tenho certeza que meus pais não aprovariam se eu disesse que não iria fazer um curso superior e sim abrir uma loja, ou a minha própria empresa. A questão é que muitas pessoas estão ganhando muito dinheiro fazendo coisas consideradas "menos nobres", como por exemplo, venda de lanches e outros. Ou seja, mesmo com opções sem novidade alguma é possível ser bem sucedido, sendo criativo para negócios "não criativos"!
André Luís Kirsten

Anônimo disse...

Texto interessante porém não vi nada demais no que o autor falou, isso meu bisavó no interior no nordeste no giral já sabia, pra ter sucesso é preciso ter visão em qualquer área de atuação, no varejo não seria diferente.
Felipe Lima Pereira

Unknown disse...

Alguns setores do varejo acompanham a evolução tecnológica, principalmente através da internet, o conforto de fazer compras sem sair de casa atrai muita gente, como no exemplo do site da Amazon de 1994, naquela época a internet não tinha o peso e a facilidade de acesso que se tem hoje, devido à ocorrência da popularização do computador. Em muitas cidades, há disponível realizar compras de supermercado pela internet, “um carrinho virtual”.

Muitos setores do varejo têm a tendência de continuar no modelo clássico (ex. vestuário), mas será que os modelos do varejo 2.0 já não estariam desatualizados, pois muitos já estão em prática, mas com uma minoria como público alvo. Em minha opinião, já se deve pensar num varejo 3.0, num varejo após internet.

Cássio Luciano Baratieri

Tiago disse...

Este é um assunto bastante amplo. Entre todas as opções, a que eu acho mais interessante e que ainda tem espaço para melhorias é a venda on-line, embora muitas pessoas ainda tem uma certa resistência com esse tipo de comércio, ele cresceu muito , e pode crescer ainda mais com a popularização da internet.

Creio que essa resistência ou a falta de meio para fazer esse tipo de compra é o que ainda mantêm no mercado muitas lojas, pois a comodidade e o preço encontrado em lojas on-line dão uma grande atratividade para elas, e em breve, as lojas que não se adaptarem a essa mudança dificilmente continuarão no mercado.

Tiago Vendruscolo

Unknown disse...

Observa-se diversos exemplos de inovações no mercado varejista em ordem cronologica, mas em todas a forma de cativar o cliente não está no produto em si, pois no mercado atual, extremamente competitivo, a diferença entre comprar um produto no varejo ou em outro está em míseros centavos, embora o cliente escolherá alguma que mais lhe simpatizar. Então entram cuidados no processo padrão como cumprimento de prazos e qualidade de atendimento. Quanto a isso, qualquer varejo que não esteje no mercado por mera coincidência tem impecabilidade nestes. Assim a única forma de conquistar a escolha do cliente é o diferencial, é fazendo o cliente sentir-se em ambiente conhecido, é inovando, é alterar a visão que o público tem sobre o mercado do ramo. Isto realmente aparenta ser difícil de ser planejado, mas eu penso que não é necessário a empresa fazer totalmente este planejamento, basta a mesma ouvir o cliente. O cliente sim sabe o que ele gostaria de ter, sabe o que ele gostaria de receber em uma negociação. Assim eu imagino que com um programa simples de pós vendas, a empresa terá varias ideias em pauta para poder selecionar alguma que seja viavel e prover o diferencial que atrairá novos clientes, e, que no ciclo tratão novas idéias.

Cesar Augsuto Gabe

Anônimo disse...

Inovação, adaptação às necessidades, criatividade, são algumas qualidades necessárias para se adaptar ao novo tipo de varejo. Fazer com que o cliente sinta-se respeitado, valorizado, importante. Seja através de um bom atendimento, de uma entrega rápida, o importante é cativar com alguma “qualidade” , de preferência exclusivamente sua.

Fernando Murari Fernandes

Unknown disse...

O varejo tem se mostrado cada vez voltado ao cliente. Encontrei um artigo de Edmour Saiani (Sócio-Diretor da Ponto de Referência -
Consultoria especializada em varejo). Uma das características do novo varejo que é citada por ele é a presença de consultores de relacionamento, os quais teriam que observar o atendimento dos clientes, ouvir os comentários e sugestões dados por eles, dentre outros atributos, segundo Saiane.
A observação das tendências do mercado é vital para a sabrevivência de qualquer empresa.

Unknown disse...
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Unknown disse...

Eu entendo que o diferencial competitivo do futuro, será o grau de sensibilidade do varejista em relação às demandas, necessidades e individualidades de cada consumidor. Ou seja, os varejistas deverão proporcionar, aos consumidores, uma experiência de compra mais interessante, atraindo eles para as lojas e aumentando a sua fidelidade. Isso significaria implementar mudanças nos preço, nos sortimentos, no ambiente de loja e nas atitudes dos funcionários, entre outras coisas. Por exemplo, a partir de inovações tecnológicas, os supermercados poderiam adotar uma tecnologia projetada para que os próprios consumidores pudessem registrar suas compras. Assim, ao entrarem no supermercado receberiam um wand scanner (leitor ótico) que seria utilizado para registrar os produtos antes de colocá-los no carrinho. Ao término das compras, o consumidor passaria por uma área de verificação, onde haveria uma conferência visual e com sensores magnéticos. Com a eliminação das frentes de caixa, os recursos nelas investidos poderiam ser revertidos para melhorar o nível de serviço, o qual agrega valor ao processo de compra do consumidor.

Tobias disse...

Com este post é possível observar diversos modos de inovar na área do varejo, ou melhor, varejo 2.0. Sao idéias novas e necessárias para que as lojas diversifiquem seu modo de atender e vender, uma vez que é possível encontrar o mesmo produto em diferentes lugares, então fica a critério do consumidor procurar aquele lugar que oferece um atendimento, benefícios e comodidade que mais agrade a cada pessoa.

Unknown disse...

É necessário entender as necessidades dos consumidores e superar suas expectativas de modo melhor que a concorrência. Criatividade e eficiência são fundamentais para sanar as expectativas básicas do consumidor.